Pedro Costa Advocacia

É LEGÍTIMO O DESCONTO SALARIAL QUANDO HÁ AUTORIZAÇÃO ESCRITA DO EMPREGADO

É LEGÍTIMO O DESCONTO SALARIAL QUANDO HÁ AUTORIZAÇÃO ESCRITA DO EMPREGADO

Fonte: TST – 05/08/2010 – Adaptado pelo Guia Trabalhista

Desde que haja autorização escrita do empregado, é legítimo o desconto salarial para participação em associação recreativa.

Com base nesse entendimento, transcrito na Súmula n° 342 do TST, a Segunda Turma reformou decisão do Tribunal Regional da 3ª Região (MG), que havia condenado um banco à devolução de descontos efetuados no salário do trabalhador.

O ex-empregado do banco ingressou com ação trabalhista contra a empresa requerendo, entre outros direitos, a devolução dos descontos efetuados em seu salário a título de participação em associação recreativa.

Ao analisar o caso, o juiz do trabalho deferiu o pedido do trabalhador e condenou a empresa a devolver os valores. Contra essa decisão, o banco recorreu ao Tribunal Regional da 3.ª Região (MG), que manteve a sentença.

Para o TRT, embora os descontos tenham sido autorizados pelo trabalhador, não ficou demonstrado que os benefícios foram revertidos ao empregado, tornando indevidos os descontos efetuados.

Diante disso, a empresa interpôs recurso de revista ao TST, alegando que não houve nenhum vício ou defeito no ato de autorização dada pelo trabalhador – única hipótese para se declarar a nulidade do desconto, segundo o banco. O relator do recurso, Juiz convocado Roberto Pessoa, deu razão à empresa.

Para o relator, o acórdão do TRT contrariou o entendimento do TST, contido na Súmula n° 342, já que ficou comprovada a autorização dos descontos. A súmula estabelece que a existência de autorização é o requisito para a validade dos descontos.
“Ainda que o trabalhador não tenha usufruído dos benefícios decorrentes da associação, é certo que os serviços estavam à disposição e não houve interesse em cancelar a condição de associado ao longo do contrato”, destacou o Juiz convocado.

Assim, seguindo esse entendimento, a Segunda Turma, por unanimidade, deu provimento ao recurso de revista do banco e exclui da condenação a devolução dos descontos realizados. (RR-196100-20.2002.5.03.0075).

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